12 de julho de 2016

Como Deus define a beleza - Parte 1 por Nancy Leigh DeMoss

Somos exortadas em Romanos 12.2 a não permitir que o mundo ao redor nos pressione a adotar o seu padrão. Temos de nos perguntar se somos cativadas pela definição de beleza apresentada pela sociedade ou por Deus. Nosso ponto de vista de atitudes quanto à nossa aparência refletem o padrão da sociedade ou o padrão bíblico? Para respondermos a essas perguntas com honestidade, temos de entender a perspectiva de Deus sobre a beleza.
A Bíblia revela o erro e a futilidade de buscarmos a beleza física. “Enganosa é a graça, e vaidade a formosura” (Pv 31.30). No texto em hebraico, a palavra que foi traduzida como graça significa “forma física”. Forma e beleza são duas coisas que a sociedade valoriza e procura com intensidade; Deus, porém, considera idolatria a nossa busca por beleza e forma física perfeita.

Um estudo sobre a beleza física das mulheres da Bíblia confirma a verdade de Provérbios. Beleza física está mais associada com problemas e tentações do que com bênção e bondade. O Antigo Testamento relata muitas histórias de mentira, traição, roubo, assassinato, adultério e idolatria associados a mulheres bonitas. As histórias de Sara (Gn 12.11-20), Rebeca (Gn 26.7-11) e Tamar (2Sm 13.1-20) são alguns exemplos. Em nenhuma de suas páginas, a Bíblia instrui as mulheres a desejar, pedir ou lutar por beleza física. Pelo contrário, a palavra de Deus nos adverti contra a futilidade e contra o engodo de tal perseguição. A Bíblia também não retrata a beleza como bênção para quem a possui. Na verdade, a beleza pode aumentar o potencial de cairmos na cilada do pecado (Pv 6.23-26).
No entanto, há um tipo de beleza que devemos buscar. Lemos em 1 Pedro 3.3-5: “O que vos torna belas não deve ser o enfeite exterior [...] mas sim o íntimo do coração, com um espírito gentil e tranquilo, que não parece e tem muito valor diante de Deus. Pois, no passado, as santas mulheres que esperavam em Deus também se enfeitavam assim”.

A definição de Deus sobre beleza se opõe totalmente à definição feita pela sociedade. Esta define a beleza pela aparência física, Deus a defini pelo que somos no coração.

O padrão de beleza da sociedade é inatingível para a maioria de nós. O padrão de beleza estabelecido por Deus está ao alcance de todas as pessoas que recebem a obra graciosa do Senhor em suas vidas.

A sociedade incentiva às mulheres a cultivar uma beleza superficial. Deus nos manda desenvolver a beleza interior, algo de grande valor.

A sociedade incentiva às mulheres a cultivar a beleza passageira. Deus incentiva as mulheres a cultivar a beleza duradoura, que só aumenta com o passar do tempo.

A sociedade nos estimula a cultivar uma beleza que impressione as pessoas. Deus quer que cultivemos a beleza que é, antes e acima de tudo, atraente aos olhos dele.

A sociedade nos instiga a beleza da modelo mais glamorosa das passarelas ou da celebridade mais badalada do momento, Deus quer que almejemos a beleza das fiéis mulheres do passado, que depositaram nele sua esperança.

A diferença ficou clara? A beleza que a sociedade valoriza pode chamar a atenção dos outros, mas a beleza que Deus quer que cultivemos causa impacto eterno. Quando uma mulher bonita caminha pela rua, todos observam- especialmente os homens! Mas não passa disto: uma impressão rápida, momentânea. Contudo, a mulher que cultiva a beleza interior, que teme a Deus e ajuda o próximo, transforma as pessoas. Sua beleza causa impacto permanente na vida dos que estão ao seu redor. A beleza interior, que vem de Deus, deixa marcas indeléveis na vida dos outros, além de glorificar a Deus.

 Esta reflexão é um pequeno texto do livro Mulher cristã da Nancy Leigh DeMoss. Próxima semana compartilho  a outra parte do texto, onde a autora nos faz algumas perguntas,  no intuito de nos ajudar a descobrir qual beleza estamos buscando.

Leia nosso outro post da Nancy sobre modéstia aqui.

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